Diego Rosón, argentino, motoviajante e fotógrafo, partiu de Ushuaia, na Argentina, a bordo de uma Royal Enfield Classic 500 apelidada “Frankie”. Da cidade mais ao sul da América do Sul, a rota seguiu direto para o norte, cruzando fronteiras até o Alasca, no extremo oposto do continente, passando por Chile, Peru, Equador, Colômbia, América Central, México e Estados Unidos, enfrentando climas e terrenos completamente diferentes a cada trecho.
Royal Enfield Classic 500
Motor monocilíndrico, refrigeração a ar, baixa potência pros padrões de viagem. Nada de eletrônica sofisticada, suspensão de longo curso ou tanque gigante como se vê nas grandes adventures. Uma moto pensada pra rodar na cidade e nas estradas do dia a dia, não pra atravessar continentes.
Mesmo assim, foi ela que encarou a travessia inteira, do início ao fim.
A travessia não foi feita de uma vez. Rosón dividiu o percurso em etapas ao longo de vários anos, entre 2019 e 2024, retomando a viagem sempre que possível até fechar os 51.000 km entre os dois extremos do continente.
Depois de anos de estrada, o Alasca finalmente apareceu no horizonte. A mesma Frankie que saiu de Ushuaia foi a que fechou o percurso, sem grandes recursos, sem preparo especial, só rodando até o fim.



