À primeira vista, parecem apenas detalhes costurados em um colete. Mas alguns deles podem revelar por onde aquele motociclista passou, quais grupos fazem parte da sua história e até onde ele pertence dentro da comunidade. E não, nem todo patch significa a mesma coisa.

Viagens, rallies, encontros e eventos podem ganhar um espaço no colete como uma lembrança daquela experiência. Com o tempo, eles vão se acumulando e transformando a peça em um registro visual das estradas que aquele motociclista já percorreu. Mas existe outro tipo de patch que diz mais sobre quem está usando do que sobre onde ele esteve.

Os patches usados por um chapter do H.O.G. não são iguais aos “colors” de determinados Motorcycle Clubs. Cada grupo possui sua própria história, organização e símbolos, e é isso que determina o que aparece no colete. Por isso, para entender um patch, não basta olhar para o desenho. É preciso saber quem está usando.

A história de James “Jim” Wagen

Os patches podem se acumular durante anos, acompanhando cada nova experiência. A própria Harley-Davidson conta a história de James H. “Jim” Wagen, que começou a guardar no colete os patches anuais que recebia do H.O.G. Ele organizava os patches em uma linha vertical nas costas. Quando não havia mais espaço, em vez de parar, simplesmente continuou acrescentando os novos mais abaixo. Com o passar dos anos, a coleção desceu pelo colete e chegou quase aos joelhos.

E é isso que torna os patches tão interessantes. Um pode marcar uma viagem, outro identificar um chapter e outro guardar a lembrança de um evento vivido anos atrás. Cada um registra uma parte diferente da trajetória de quem o usa. Com o tempo, essas pequenas peças vão se acumulando e transformando o colete em um registro visual de tudo o que foi vivido na estrada. No fim, não são apenas patches. É a história de um motociclista contada em couro.